terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sem paradigmas

Tive um sonho, vou te contar.
Eu me deparava com uma multidão que queria sorrir, mas não podia. Era preciso, portanto, fechar os olhos para que a irradiação não chegasse a me maxucar.
Mas a areia, que arranhava as entranhas de um, alcançava o paladar do outro e assim, o movimento infestava todo o ambiente. Até que, aquele sentimento que inibe qualquer outro deixou de me pertencer e tentei replicar o conceito que mais enobrece o indivíduo entre os demais. Cansativo, mas até que operante.
O orgulho deu lugar à ação e tudo o que eu mais queria era alcançar a lua com o seu sorriso mais tenro. A ternura era mais importante que todo aquele batalhão de hipocrisia que à mim permeava. O sentimento de exatidão que o olhar conceituava ao pestanejar cada milímetro de mistério confortava como uma manta em um dia de inverno. As folhas caíram. O céu ficou limpo. As pessoas, despidas de arrogância e o ministério das causas improváveis deu lugar àquela cena inicial..

Desconcertante.
Displiscente.

Tomei nota e abri os olhos. Foi fácil, mas complicado de se pautar em linhas paralelas e sobrepostas. Dedilhá-lo é mais sonoro..

Um comentário:

eu, tiago disse...

Raquel,
Bem provavelmente você não lembra de mim, mas, mais dois anos atrás você comentou num blog meu ( Infinidades )e acho que, nunca vim aqui pra retribuir a visita e dizer obrigado.

Aqui estou!
Abraço.