sábado, 19 de julho de 2008

Fábulas da vida


Os cacos formam as astes;
embriagar-se já faz parte
do processo imundo
e o homem apodera-se
do todo para fazer da parte
o seu mundo.

Já nela,
na porta de dentro de gente,
confunde-se com os cacos
que o homem algum dia se apoderou,
que o homem certo dia fez parte,
que certo homem apoderou-se
do dia, do que vem de dentro de certa gente e lhe fez parte;
e confundiu suas mentiras como sendo verdades
para apertar o pause como se fosse um start distante..
mas deu stop e o trailler nunca mais deu espaço
à cronologia simétrica da vida enquanto flores

Como se fosse nela
a janela abre porta à esperança que
com seus óculos sem forma
que destoam suas cores
compartilha da mesma sinergia
compartilha energia que certa vez
foi sentida algum dia...
E fecha-se
com sua chave no peito
encafuada na ampulheta
que foi sua um dia...
E permanece como se fosse
como se continuasse sendo dela

ah, Janela..

2 comentários:

io. disse...

Você disse que eu não tinha comentado e, olha meu comentário lá! rs
A janela é algo que me fascina. Porque por muitas vezes me pego nela, como se fosse a única maneira que, por enquanto, possa a vistar a vida, quase como uma espectadora. Espectadora dE esperança. Eu. Espectadora dA esperança. Ela.

Beju

eu, tiago disse...

E por janelas vamos fazendo mundos, de partes, mundos aparte. De tudo.

Belo texto.