domingo, 15 de novembro de 2009

t a r p í c u l a s 3

Muita, tinha muita gente. Pessoas não-sonoras em todos os sentidos. Eu não consegui me reconhecer naquele espaço até um cara aparecer com sua mochila desengonçada, cheia de histórias, garrafas e aspirações. Destacou-se. Sua cabeça era um livro com subtemas aparentes e relacionados à toda e qualquer etapa que uma vida pode enfrentar. [O cara era colorido e o resto, preto e branco].
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O relógio toca!
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A tristeza surge, em um dado momento, para provar que o real vivido não é, absolutamente, o que se tem no imaginário. Daí você é acometida por esse sentimento trivial, sujo e frio e a única percepção que lhe é criada em mente é a de que também está inserida em meio àquelas pessoas cinzentas, sem meio reconhecimento.
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Destaque.
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No primeiro momento sim, pois os movimentos refletiam-se em gestos sonoros e com pigmentos de cores, mas é assim que se descobre que a associação é apenas uma associação.

3 comentários:

Rodrigo Vieira disse...

Sei. Acho que sei. A cabeça joga o holofote, os olhos da gente veem uns coloridos aqui e ali, mas isso é problema nosso. A recíproca muitíssimas vezes nem é verdadeira. Tiram nossas cores, ou sequer as enxergam. Mas isso não é problema não: o problema de colorir é nosso... Mas com isso, o colorido dos outros é de nossa autoria, não deles. Passar em P&B não nos diminui em capacidade de colorir e ser coloridos um outro dia. Quem sabe com um outro som tocando, numa outra aquarela de gente.

Jackie Tequilaa;* disse...

" Ouça alto e veja colorido...''
ou seria ao contrário?!



adoro.tudo.o.que.vem.de.você!

Igor disse...

"Sad but true"...